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Internacional

Presidente haitiano é morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (7)

Uma gangue de jovens não identificados teria invadido a propriedade particular de Jovenel Moïse e feito disparos contra ele e sua esposa

07 julho 2021 - 10h40Por Elisângela Silva Bispo Lima

A nação mais pobre do Ocidente amanheceu estarrecida com o assassinato do presidente haitiano, Jovenel Moise, na madrugada de hoje desta quarta-feira (7).

Sem chance de defesa, Moïse foi morto a tiros por um grupo de jovens ainda não identificados, que invadiram sua casa durante a noite. Sua esposa também foi ferida, mas sobreviveu.

Testemunhas contam ter ouvido tiros pela capital Porto Principe durante a noite. Mas a onda de violência já vinha se espalhando pela cidade, com as disputas de gangues, que lutam entre si e a polícia pelo controle das ruas.

Jovenel Moïse tinha 53 anos, era ex-exportador de banana e tomou posse em 2017 sob suspeita de fraudes nas eleições de 2015.  

A escalada da violência no Haiti tomou proporções ainda maiores no início deste ano, com a insatisfação da oposição governista. Em fevereiro, ele recebeu um ultimato de setores da oposição, advogados, acadêmicos e igrejas para deixar o cargo, acusado de tentar instalar uma ditadura no país ao estender seu mandato até 2022.

Moïse negou as acusações e seu governo era reconhecido pelos Estados Unidos, Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americano (OEA). 

O Primeiro Ministro interino, Claude Joseph, considerou o ato como “desumano e bárbaro”, mas declarou que tanto a polícia quanto o exército haitiano têm o controle da situação. “Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do estado e proteger a nação”, disse Joseph.

Fato é que o Haiti está politicamente dividido e enfrenta séria crise humanitária. Faltam alimentos, remédios e o acesso à saúde é precário. A OEA teme que as lutas das gangues e a polarização política causem uma desordem generalizada no país. 

O presidente da República Dominicana, Luis Abinader, fechou as fronteira com o Haiti e convocou uma reunião de emergência na manhã desta quarta-feira (7) para discutir a situação do país vizinho. As autoridades da OEA ainda não se manifestaram.